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O saxofonista tenor
Scott Hamilton nasceu em Providence, Rhode Island em 12 de Setembro de 1954,
tendo descoberto o jazz muito cedo devido à colecção de discos do seu pai
que era um amante de Louis Armstrong, Duke Ellington e de outros
“clássicos”. Começou por aprender piano e um pouco de clarinete entusiasmado
pelo que ouvia em gravações de Coleman Hawkins, Ben Webster, Lucky Thompson,
Lester Young, entre outros.
Em 1976 muda-se para
Nova Iorque onde lidera um quinteto formado pelo guitarrista Chris Flory, o
baterista Chuck Riggs, o contrabaixista Phil Flanigan e o pianista John
Bunch. Todos eles, excepto Bunch, já trabalhavam com ele em Providence.
Ajudado por Roy Eldridge rapidamente arranja alguns contratos com Anita
O’Day, Hank Jones e depois na Orquestra de Benny Goodman. Também nessa
altura inicia uma associação com o trompetista Warren Vaché, a qual se
prolonga pelos anos 80.
No fim de 1977
participou no Festival de Concord ao lado do violinista Joe Venuti. Por essa
altura já tinha tocado com um grupo de grandes fieis à tradição
mainstream : Warren Vaché, John Bunch, Michael Moore e Connie Kay. É
também nesse ano que grava o seu primeiro disco e começa uma longa
colaboração com a cantora Rosemary Clooney, na companhia de Warren Vaché,
gravando 17 albuns até 1992. Colabora também várias vezes na orquestra de
Woody Herman, tendo participado em 1980 no album “Woody Herman Presents Vol
1”.
A partir de 1982
trabalhou com Ruby Braff e com bandas como a Concord All-Stars, a Concord
Superband e a Newport Jazz Festival All-Stars. Também tocou e gravou com
Dave McKenna, Benny Carter, Charlie Byrd, Gerry Mulligan, Nat Pierce, Red
Norvo, Al Cohn, Buddy Tate, Bob Wilber e Ken Peplowski, entre outros.
Ao longo de todos
estes anos e mais de 30 gravações sob o seu nome, encontramos Scott Hamilton
nas mais variadas situações, dos duos, trios, quartetos, etc., até com
orquestras de cordas. Em todas elas encontramos a imaginação criativa do
saxofonista e o bonito e doce som que ele tira do seu tenor.
Enquanto admite a
influência indirecta de músicos como John Coltrane, continua a tocar e
explorar a música de que gosta muito – o jazz dos anos swing, pré–bebop -
inspirando-se nos saxofonistas preparkerianos, como Hawkins, Ben Webster,
Chu Berry, Lester Young, Illinois Jacket e outros. É, assim, o primeiro
saxofonista ‘mainstream’ da actualidade, um improvisador dotado e caloroso,
capaz de fazer de qualquer tema uma música memorável.
Alguma Discografia:
-
Scott Hamilton Is A Good Wind Who Is Blowing Us No
Ill – 1977
-
Scott Hamilton 2 – 1978
-
Scott Hamilton and Warren Vaché with Scott’s band in New
York City – 1978
-
The Grand Appearance – 1979
-
Tenorshoes – 1979
-
Groovin’
High Live at E.J.’s – 1981
-
Close up – 1982
-
In Concert – 1983
-
The Second Set – 1983
-
The Right Time
-
Major League – 1986
-
Plays Ballads – 1989
-
Radio City – 1990
-
Race Point – 1991
-
Groovin’ High – 1991
-
With Strings – 1992
-
East Of The Sun – 1993
-
Organic Duke – 1994
-
Live At Brecon Jazz Festival – 1995
-
My Romance – 1995
-
After Hours –1996
-
Christmas Love Songs – 1997
-
Late
Night Christmas Eve – 1997
-
Scott Hamilton & Buck Pizzarelli – The Red Door – 1998
-
Blues
Bop & Ballads – 1999
-
Jazz Signatures – 2001
-
From The Beginning – 2002
-
Scott Hamilton Quartet Live in London – 2003
Fontes:
-
Jacques Reda, Dictionnaire du Jazz
-
www.tinpan.fortunecity.com/jazz/7/scott.html
-
Chip Deffaa, The New Grove Dictionary of Jazz
-
The Penguin Guide to Jazz on CD
-
Projazz / International JAZZ PRODUCTIONS.com
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