Bio.
JOÃO MORTÁGUA . AXES

04 Outubro, 21h30

João Mortágua . Soprano & Alto Saxofone
José Soares . Alto Saxofone
Hugo Ciríaco . Tenor Saxofone
Rui Teixeira . Barítono Saxofone
Alex Lázaro . Bateria & Percussão
Pedro Vasconcelos . Bateria & Percussão

Natural de Estarreja, João Mortágua concluiu o curso básico de piano e o oitavo grau de saxofone no Conservatório de Música de Aveiro, onde integrou a Big Band, o Quarteto de Saxofones e a Banda Sinfónica.  Paralelamente frequentou masterclasses com o Quarteto de Saxofones de Amesterdão, tendo também integrado a Orquestra Juvenil do Centro.  Dado o crescente interesse pelo jazz, partiu em 2005 para Lisboa, onde frequentou a escola de jazz do Hot Club de Portugal.

Licenciado em Jazz pela Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE-Porto), integrou o Septeto premiado na Festa do Jazz do S. Luiz 2007. Participou no 39º Seminário do Siena Jazz, tendo obtido uma bolsa para a 40ª edição.  Tocou em inúmeros espaços e festivais nacionais, incluindo o Guimarães Jazz, Festival de Jazz de Portimão e Festival de Jazz de Valado dos Frades.

Mortágua, músico destacado como um dos valores seguros do jazz nacional, tem tido nos últimos anos uma intensa atividade artística, tocando e gravando com Nuno Ferreira, Miguel Moreira, Filipe Teixeira, Bruno Pernadas, Alexandre Coelho, Nelson Cascais, André Santos, Carlos Bica e André Fernandes, entre outros.  Em seu nome editou dois outros álbuns, “Janela” (2014) e “Mirrors” (2017) para além de “AXES”, também de 2017.

AXES é o seu mais recente projeto.  Com esta formação Mortágua explora as texturas de quatro saxofones e duas baterias, sem recurso a qualquer instrumento harmónico, propondo um resultado contemporâneo, profundamente marcado pela procura de uma linguagem artística própria, com a qual tem vindo a pautar toda a sua exploração musical:

“Pirâmide quadrangular assente em ripas estridentes.
Fusão entre o erudito e o urbano.
Ode ao pássaro citadino e à geometria pagã”

Sobre o álbum de estreia, editado em 2017, disse a crítica que é “um disco excelente de ouvir, (…) com ideias musicais muito interessantes de seguir” (jazz.pt), “cada melodia abre um caminho amplo, derrubando tudo à sua frente” (Bird is the worm); foi eleito ‘álbum do ano’ pela JazzLogical; e mais recentemente disse ainda Ian Patterson, da All About Jazz, na cerimónia de encerramento da European Jazz Conference: “Esta é alguma da música mais vanguardista a ser feita na Europa neste momento; os AXES são um exemplo da música nova que os festivais deveriam estar a celebrar nos seus cartazes.”

Depois de atuarem em festivais como o Spring On! (Casa da Música), 8º Festival Porta Jazz (Rivoli), KM.251 (Ponferrada) ou o Internationales Jazz Festival (Muenster), ciclos como o de Jazz de Ponte de Lima ou o Jazz ao Largo (Barcelos), e noutros espaços como o Gnration (Braga), o Salão Brazil (Coimbra) ou os Jardins do Palácio de Cristal (Porto), marcam este ano presença nos festivais de jazz de Suedtirol e de Belgrado, para além do Angrajazz, entre outros.  Em dezembro voltarão a estúdio com o intuito de gravar o seu segundo álbum.

Em 2017 Mortágua recebeu a distinção de “Músico do Ano” nos Prémios RTP / Festa do Jazz, mas promete não ficar por aqui.

Podem esperar um espectáculo pleno de energia, emoção, interação, fulgor, humor e alguma teatralidade.

Fonte: João Mortágua e http://www.casadamusica.com/pt/artistas-e-obras